sábado, 13 de abril de 2013

Respire fundo, suba em silencio e controle a saudade




Com ela, escrevi os melhores poemas, cantarolei as melhores canções, “vibeei” as melhores vibes. E hoje quando ia ver o por do sol no nosso lugar de paz, ao passar pela escada cujo fizemos o 'poeminha do mijo no degrau”, percebi que nenhum por do sol é são especial quando parte de você não esta por perto. Amigos à distância, é a mesma coisa que morrer dolorosamente em silencio.

Nada fará/faria eu, Pierrot, acostumado a te ter por perto, ter que aceitar toda essa distância insuportavelmente dolorosa. Volte oh Colombina para os braços que quem lhe tem tanto apreço e lhe quer tão bem. Reduza esse longo sofrimento de 2970km para alguns poucos centímetros. Fique perto o suficiente para eu pegar em sua mão e nunca mais soltar.

Do tradicional poeminha do mijo no degrau (“Respira fundo e sobe, sobe, sobe, degrau, mijo, sobe, mijo, degrau, mijo, sobe, sobe, mijo, mijo, mijo”) adaptado a saudade que sinto..

"Respira fundo e sobe,
Sobe, sobe, em silencio,
Degrau, mijo, saudade,
Sobe, mijo, degrau, passos solitários,
Mijo, saudade, sobe,
Mijo, mijo, saudade, mijo."



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Paranoid Android




Nem todos os cigarros do mundo acalmariam meu "estado de espírito" nesse minuto. Tão pouco nem um tipo de antidepressivo pode acalmar meu corpo sedento de felicidade. Já que é meio difícil descrever a dor que se alojou em meu ser, a falta de cor do meu universo e o silêncio mórbido de meus dias. Pois tudo o que toco é frio, cinza e morto.

Minhas engrenagens estão desgastadas e enferrujadas, meu corpo de zinco mais parece ferro velho. E o coração? Que coração? Onde já se viu um androide com coração? Tudo que tenho são fios, cabos, chips e placas. Meus sentimentos se resumem a comandos cibernéticos, onde apenas obedeço a minha programação sistematizada em serie, e absolutamente nada me arrancaria uma lágrima do meu tão precioso fluído. Nem amores, nem pessoas, nem sentimentos, nem nada.

Quem sabe esse silêncio que ecoa em mim seja um breve exemplo do que sou para o mundo. Quem sabe eu sou apenas uma pilha de ferro retorcido ambulante, como dizem por ai. Quem sabe tudo que fiz pra ser alguém normal não serviu para exatamente nada.





domingo, 11 de novembro de 2012

Breve analise de um coração calado





Você só precisa pedir.
Pedir que eu lhe traga bolinhos com chá no fim de tarde.
Pedir que eu carregue as sacolas quando voltarmos do supermercado.
Pedir que eu lave as louças e bote as crianças pra dormir as 20hs.
Pedir para que eu não grite em cada gol do Flamengo nas quartas à noite.

Você só precisa me olhar.
Me olhar de canto de olho, pra saber que algo esta errado.
Me olhar com olhos baixos, pra saber que estas triste.
Me olhar com ar de doçura, pra saber que estas segura.
Me olhar daquele jeito, pra saber que tudo que você não me falar é sobre amor.

Você só precisa estar ao meu lado.
Estar ao meu lado, para horas virarem segundos.
Estar ao meu lado, para segurar minha mão forte durante uma musica.
Estar ao meu lado, para me abraçar e dizer “Eu estou aqui, vai ficar tudo bem”.

Você só não precisa me pedir amor, pois todo meu amor é seu.
Você não precisa me olhar com medo, pois estará sempre segura no meu peito.
Você não precisa estar sempre ao meu lado, pois sei que mesmo distante tudo que sinto é recíproco!



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

JB Park Flâneur (Part. 1)



“Um dia só pra diversão e sorrisos” é o que esperei todo esse tempo. Mas não pude fazer antes, pois não era feliz o suficiente pra isso. Mas ai chegou o melhor parque de diversões do mundo, popularmente conhecido como JB Park.  Cujo slongan é “Onde tudo é possível e ser feliz é a única e principal regra”.

Me arrumei todo, pus o meu perfume preferido de cedro e fui atrás da minha felicidade.

No meio do caminho conheci a Flâneur -Não sei se esse era realmente o seu nome, mas achei fascinante- Ela era linda, sorriso majestoso, expressões fortes, mãos compridas e um olhar magnânimo.
Pegamos o mesmo coletivo no terminal, e descobri que ela estava indo para o mesmo lugar que eu . Para muitos poderia ser só uma coincidência do destino, mas para mim, uma força maior tinha predestinado tudo aquilo.

Puxei da mochila minha Olympus Pen para registrar cada momento, e então descobri que ela amava fotografia e arte em geral. –Era tudo tão ao extremo que eu deixei todas as mascaras de lado e fui apenas eu- Ela é desenhista de moda e nas horas vagas via ao cinema de cultura da cidade, ama animais e musica alternativa experimental.

Ao chegar ao parque de diversões, fomos andando e explorando o lugar, e entre sorrisos e conversas, senti borboletas no estomago.  Comentei com ela que eu estava me sentido super bem com a companhia dela. Ela apenas sorriu timidamente e continuamos a andar. Fomos em todos os cantos do parque e as horas passavam tão rápido que cheguei a sentir raiva do tempo.

"Em certa hora meu coração faltou sacar de meu peito e até cogitei estar apaixonado repentinamente! Vai entender esse tal coração." (Risos)
Convidei-a para ir à roda gigante, pois o sol estava se pondo e eu queria tornar tudo aqui mais mágico possível. Ao chegar no ponto mais alto, o brinquedo parou e por um impulso a beijei.

Tenho certeza que o mundo parou naquela hora! Parecia um filme, ou conto de livros de poesia.  Um beijo calmo como a brisa que passava por nós que durou tempo suficiente para ser lembrado pela eternidade.

Nessa hora o por do sol era apenas um detalhe eternizar esse momento. Então abrimos os olhos e ela segurou minha mão forte e disse “Aprendi com o tempo que enquanto não for a hora do ponto final, a história vai continuar acontecendo”. Olhei no olhos dela e retruquei.
“Você e seu olhar flâneur, que me analisa como um todo, de forma real e descritiva. Fico me perguntando se estou tão perto assim da teoria inexistente de perfeição.”

Ela me beijou no canto da boca e susurrou baixinho “tenho que ir, nos encontramos a qualquer hora entre as vírgulas e pontos contínuos. Tenha certeza que em meu silencio você nunca terá um ponto final.



(Texto com paráfrase da Blogueira   )


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tons de cinza





"Eu amo você! 
Mesmo com vazios, com silêncios, com segredos, com afagos tímidos
Mas mesmo assim, amo você!
Mesmo sabendo que eu estou fazendo tudo errado,
e que sem você ao meu lado nada será tão feliz e colorido." 







quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Apenas saudades




Se durmo, sonho com saudade.
Se acordo, passo o dia com saudade.
Se pego o celular, vejo fotos de saudade.
Se fecho os olhos, vejo você e sinto saudades.





domingo, 10 de junho de 2012

Plano B





Ao chegar em casa, Colombina olha um bilhete sobre a mesa da sala. Ao abri-lo, percebeu que era de Pierrot. E dizia assim:

Colombina estou cansado de ficar no banco esperando sua boa vontade, de viver como reserva que nunca sabe quando entrará em campo.

Quando te conheci, pensei que você era só uma boa amiga. Mas com o passar dos dias, as coisas foram ficando mais sérias, e a cada dia que convivi contigo fui me apegando e me apaixonando mais e mais. Talvez eu confundi os sentimentos que você alimentou até nosso ultimo contato. Ou talvez eu sou um tolo que se deixou apaixonar por um papo clichê.

Será que é muito egoísmo de minha parte querer ser o “Alpha” em seu coração e em sua vida?
Não mas serei o plano B de seus dias insertos. Quero viver dias de sol junto a ti, quero andar de mãos dadas pelo parque, quero dividir um pequeno guarda-chuva em meio às gostas teimosas que querem nos molhar no inverno.

Tudo na vida tem um limite, e eu cheguei ao meu. Pois te ver com outro cara é torturante. E se não é de fato feliz ao lado dele como você sempre alegou, por que ainda esta com ele? Se me ama tanto quanto diz, por que não dar um basta nesse drama de novela mexicana?

Não sou um livro empoeirado na prateleira. Logo, não lhe esperarei para sempre! Você sabe como e onde me encontrar, e no dia que quiser algo sério me procure. Só não ache que vou lhe esperar para sempre.

Atenciosamente: Pierrot




terça-feira, 29 de maio de 2012

O roteiro do quarto 14 (Part. 1)





Nossa historia começou assim, meio que por acidente, mas foi assim. Entre uma linha e outra, um blog aqui e outro lá, você descobriu este humilde blog lotado de devaneios e casos e acasos de uma súbita paixão entre Pierrot e Colombina.

O roteirista quis que fosse assim, pois assim ele escreveu...

Você no meio de uma aula chata, lendo blogs para passar o tempo, se depara com uma Page estranha e começa a ler.  E em cada vírgula, cada palavra, cada estrofe, você foi fazendo parte de cada conto descrito em pages decodificadas em HTML. Normalmente o leitor só ler uma ou duas páginas, mas você leu tudo. E como se não bastasse não se contentou só em comentar o texto.  Teve que procurar-me em outras redes sociais.

Enfim me encontrou e de um simples inbox, trocamos e-mails, mensagens diretas e coisas do tipo. Era tudo meio que surreal, pois parecia historias de contos de fada, que logo viraria a ser real. Pois ali estava o amor de Pierrot em carne e osso. Só que a alguns quilômetros de distância.

Não me contentei em só falar ao telefone, em só trocar sms e mensagens via msn. Eu queria aquilo tudo para mim, e tornar-lhe tão real quanto o amor de Caio Fernando Abreu em suas crônicas. E peguei o primeiro voo para sua cidade. Quando cheguei, você não acreditou. E pela manhã lá estava você, batendo na porta do quarto 14 as 10:00 horas da manhã.

Quando te vi, senti meu coração batucar como se fosse um solo de bateria cheio de contratempos e compassos acelerados. E você disse “oi” (e atrás de você tinha a garota mais louca do mundo, com um sorriso gigantesco.). Juro por Deus que apartir daquele momento, eu não queria mais sair da sua vida.

Nessa minha breve ida a sua cidade, vivi dias de sol, como se eu estivesse em um roteiro de um filme onde não há “bad trips”, nem vilões para nos separar. Pois lá, eu fui verdadeiramente feliz, e agora lembro com saudades da minha felicidade. Lembro com saudade do nosso roteiro de verão.

E assim segue o roteiro que nunca teve um fim, com saudades, com lembranças de uma aventura, com amor.


"O segredo do amor de Pierrot, se resume em um só nome. Colombina!"



(Estou meio sem tempo pra postar os textos que escrevo. Não gosto de fazer imperfeições. Mas sempre que possível, passarei aqui para postar algo!)



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O desenrolar de um amor




Às vezes paro e olho pra trás pra refletir sobre o que o tempo modificou em relação ao que eu achava o que era o amor. E sabe, continuo achando a mesma coisa. Pois não é fácil amar, muito menos se declarar pra quem amamos, e muito mais difícil ainda, é o passar dos dias na convivência de um amor... Mas isso eu vou descrevendo no decorrer desse pensamento.

Antes de gostar de alguém, tudo parece tão normal, tão banal, tão sem sal. Ai do nada, por uma simples brincadeira, um olhar, ou afago inocente, tudo muda. E aquele mundo monótono se faz estranho e complicado de se entender como uma chuva em um outono no Brasil ou até mesmo como um dia nublado em pleno verão.

O primeiro passo é sempre o mais constrangedor, pois parece um plano mirabolante de desenho animado. Mas ai você vai descobrindo coisas em comum e aquele universo paralelo já nem parece tão distante assim, e mesmo assim as coisas brotam como as ondas no mar.. Uma atrás da outra, em uma sequência sem fim.

Logo, se descobre o que o outro gosta em um “estudo” detalhado e minucioso e aquele plano mirabolante, começa a ser posto em pratica. E pra conquistar quem se ama, vale tudo. Alguns que entregam flores e chocolates, outros que fazem declarações em um trio elétrico na faculdade, e tem uns mais loucos que correm pelados em plena Avenida Paulista com uma cartolina cheia de “Eu te amo Fernanda” pra tentar aparecer no jornal em rede nacional (Nunca vou esquecer essa cena Marcos).

Mas o que realmente te diferenciará, são as coisas mais simples e arcaicas. Como por exemplo: Ser um verdadeiro companheiro e estar sempre ao lado, falar ao telefone quase que direto, ou até mesmo fazer uma musica. E se nada disso colar, Sai correndo na avenida paulista!!! O mico vai ser grande, mas ela vai gostar! (kkkkkkkkkk)

Acho que me senti um adolescente ao pensar nisso tudo e ao fazer boa parte dessas coisas acima, mas realmente, o que vale, é ser sincero e respeitar a pessoa qual você ama. Seja ela quem for. Independente de cor, religião, classe social ou sexo. Amar é amar e nossa felicidade está interligada diretamente a isso.




domingo, 13 de novembro de 2011

O eco do silêncio




Essa não é mais uma carta de amor que escrevo. Na verdade, posso dizer que isso é um desabafo de alguém que ama solitariamente. Alguém que ouve, mas que jamais poderá ser ouvido...
    
Em meus passos lentos e frágeis, tentei trazer você para minha realidade. Com minhas palavras, tentei falar que era você que eu sempre quis por perto. Com minhas mãos tentei puxar-lhe para meu lugar, mas nossos mundos distintos e de diferentes realidades não deixaram que em você eu depositasse aquilo que guardei de melhor.

Com minhas simples palavras, tento chegar aos seus olhos. Tento trazer-lhe para meu presente. Mais que presente este que o destino me reservou? Um amor pelo qual não sei se posso arriscar, ou melhor, se devo arriscar? Por que luto por algo que entre linhas aprendi se na teoria tudo é mais pratico e fácil? Mais o amor (êita amor), palavrinha de quatro letras que não se encaixa em nenhuma regra além da gramatical. Difícil de por em prática, seja por uma simples amizade ou algo mais afetivo. Difícil de lidar, difícil de viver, difícil se livrar... Difícil de esquecer.

Não sei como lhe direi que de você eu só quero amor. Pode ser que eu pinte os pássaros com sua cor preferida, e ponha seu perfume em todas as flores de seu trajeto, ou talvez possa, quem sabe, até espalhar banners pela cidade toda com palavras de afeto, assinadas pelo apelido que só você sabe. Não sei o que fazer. Talvez, talvez a resposta disso tudo esteja em seu reflexo que olho na janela, pois nessa hora crio coragem de gritar para o mundo, que todo esse carnaval de sentimentos que em meu peito batuca é puro e verdadeiro, e que esse sentimento é único e é exclusivamente seu. Paro e penso, e na dúvida que me mata aos poucos, tudo se cala em mim. Emudeço, talvez assim, você perceba que o que eu sempre quis dizer é “Eu te amo”.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma simples declaração de nervosismo



Eu demorei alguns vários anos para admitir que te amo, e ainda não é fácil te falar isso.
Tento com todas as minhas forças, mas na hora “H” travo. É um nervoso inconstante que causa sensações estranhas. Minhas mãos parecem cachoeiras e meu corpo fica tremulo, ah, como é difícil dizer o que eu sinto por você.

Talvez isso nem seja amor, mas se isso não é amor, o que mais pode ser? Talvez seja uma ilusão inconstante, ou quem sabe sentimentos confusos, ou é amor mesmo? Quisera eu ter coragem de admitir isso pra você e dar um basta nessa dúvida cruel que minha timidez alimenta durante todo esse tempo.

“Para o tempo, não importa o minuto que passa e sim o que vem”, já dizia Machado de Assim, e é com esse pensamento que cheguei à conclusão que as folhas que caem no outono são como as várias partes de mim tentando dizer-te algo que sempre quis.

Agora você deve esta pensando que nada nessa “carta” faz sentido, mas isso tudo são pensamentos soltos, traduzidos em palavras, tentando com que você entenda o que nem eu entendo!

Só hoje vou ter coragem de declarar-me, e ter um ultimo suspiro de esperanças. Quem sabe amanhã estaremos andando em uma praça de mãos dadas, ou deitados em um parque olhando o vento moldar as nuvens no céu, quem sabe daqui a alguns anos estaremos casados?

Sonhar...  Sonhar... Não custa nada sonhar!

Resumindo tudo isso, pois eu falei, falei, e não disse nada!

EU TE AMO! (L)

Att: Seu fiel amigo



[Querido(a) leitor(a), perdoem-me por parafrasear tanto nesse texo, não foi intencional, só percebi quando analisei o texto novamente. Referencias não intencionais: Musicas de Jota Quest]

[Bia e Thalita, voltei a ativa, pelo menos uma vez na semana postarei aqui no blog]

quinta-feira, 17 de março de 2011

Todo carnaval tem seu fim



Ainda lembro como se fosse ontem daquele carnaval de 76. Eu como sempre sozinho em meio a aquela multidão de gente no baile, e você era a mais linda jovem de todas! Todas as garotas sentiam inveja de sua simplicidade, de sua pureza, beleza e doçura.

Você como a garota mais popular da escola, sempre tinha tudo e todos em suas mãos, e eu, seu melhor amigo e eterno apaixonado, aquele único que realmente se importava com o que você sentia, mas como eu disse, eu era só um amigo!

Ainda sinto o cheiro bom de seus cabelos e a fragrância de rosas que vinha de seu pescoço. Lembro-me da maciez de suas mãos que uniam-se as minhas e me puxava para o meio do baile com um lindo sorriso no rosto, deixando assim subentendido um vem dançar comigo. Naquele dia tínhamos conversado sobre o meu medo de dançar, mas você como sempre me fez entender que eu era capaz e que ao seu lado eu não precisava temer nada.

Em meio aos vários sorrisos, pensei só comigo o quanto eu tinha sorte por ter-la como amiga, e que mesmo desejando-lhe um pouco além, nada iria mudar entre nós se eu arriscasse um beijo. Foi ai então que eu a beijei, e para minha surpresa você retribuiu.

Parecia que alguém falava em minha cabeça “Você não está vivo se não estiver vivendo”, e eu me senti vivo naquele instante, eu poderia até me declarar sem parecer cafona, eu era capaz de tudo! Mas só consegui falar que se realmente todo carnaval tem seu fim, então que seja eterno em quanto dure!

Essa definitivamente não era uma história entre Pierrot e Colombina, era real! Só estamos vivos se deixarmos um pouco de lado a razão e agirmos com o coração, independente de quebrar a cara ou não, eu tinha que saber se realmente valia apena arriscar tudo, e valeu. Cada beijo, cada toque, cada suspiro, cada afago delirante de uma ardente paixão.

Depois do baile, lhe deixei perto de sua casa e pensei... “Faria tudo de novo sem medo de nada, pois não há barreiras para o amor. Seja amigo, ficante, namorado ou qualquer outra coisa, o importante é ser feliz e fazer os outros felizes, eu tenho a certeza que naqueles poucos momentos em que fomos um só, a felicidade fluía de nós!”

 (Foto do blog: A memoria esquecida)

[Queria desculpar-me pela demora a postar, é que ando meio "de mal" com meus textos, mas fizeram um pedido especial e aqui estou eu postando! Talita e Bia desculpa mesmo por ter sumido!]


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Unidos pelo mar




Enquanto éramos um casal, éramos felizes. Mas o tempo foi nos desgastando aos poucos, a rotina foi nos consumindo pouco a pouco, e todos aqueles sorrisos, todos aqueles afagos, tudo o que nos matinha firme... Simplesmente tudo, já não mantinha nem um sorriso mentiroso e amarelo em nossos rostos.

Foi difícil lhe dizer adeus, mas foi necessário. Perdi as contas de quantas noites passei em claro chorando por ti, preferi esquecer quantos erros cometi em meu trabalho ameaçando ser demitido, não quero nem recordar o quão ainda doe quando te vejo mesmo que por foto.

Ontem, eu estava na mesma praia em que nos conhecemos (Pra ser sincero, na mesma situação em que nos conhecemos), e entre uma onda e outra olhei um corpo boiando, e de imediato em meio ao um instantâneo desespero, fui de encontro ao corpo tentando lhe levar para a beira da praia.

E quando nós saímos do mar, chorei ao perceber que era mulher que eu amava que estava em meus braços, e ai então percebi que o amor da minha vida estava entre a vida e a morte. Com a cabeça atordoada não medi esforços, fiz respiração boca-a-boca e massagem cardíaca, e quando você despertou lhe abracei forte e chorei como uma criança.

Após três anos sem você, Deus cruzou nossos destinos no Havaí novamente, e agora eu lhe pergunto:  “ Você quer casar comigo? Podemos morar aqui mesmo em frente ao mar, sem modernidade, sentindo apenas a benção de Deus a cada nascer do sol, curtindo toda a positividade do luar no céu, vendo nossos filhos crescerem felizes com seus pais juntos”

Eu te amo, e nada nesse mundo poderá mudar isso, pois o que é da vontade de Deus, nenhum ser existente no mundo poderá separar.

(Foto por: Red Heart Photo)

sábado, 19 de fevereiro de 2011






"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."


(Caio F. Abreu)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Meu mundo de Sophia



É estranho, gostar de alguém que nunca vi pessoalmente, é muito estranho sonhar com teu cheiro ao ver suas fotos, é muito mais estranho delirar com visões do vento batendo em seus cabelos e mostrando tamanha beleza de seu semblante, é mais estranho ainda querer-te só para mim quando nunca poderei tê-la.

Você apareceu em meu MSN misteriosamente, e quando ia apagar o seu contato por não saber quem era, optei por um súbito ato de brutal curiosidade falar com você, e mal sabia eu que ali estava à dona dos meus pensamentos, o meu suspiro de felicidade.

Como descobrir se amamos verdadeiramente aquilo que pouco conhecemos? Como ter certeza que não é só mais uma balada de amor? Na verdade, nunca saberei essas respostas até conhecer-la, até tocar sua pele, até sentir a brisa que traz seu cheiro bom de natureza.

Você me deu muito mais do que palavras, você me fez sentir exatamente o que eu precisava, e por isso queria que soubesse que hoje declaro o fim desse Amor Platônico. Sim, amo você garota, todos os meus pensamentos são seus! Todas essas simples palavras são para você, e se isso não for amor, então o que será então? Paixão? Ilusão?

Fazer reggaes e baladinhas não terá sentido se você não estiver ao meu lado para ouvir, e no intuito dessa “balada do amor inabalável”, que declaro a você, o quanto te quero ao meu lado. O universo conspira para que isso não acabe nunca, para que eu possa fazê-la tão feliz quanto você me faz!

Talvez Renato Russo tenha razão quando escreveu o seguinte pensamento: “Quem um dia irá dizer, que não existe razão pras coisas feitas pelo coração?”

(Foto por: Higor Van Flur)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ainda tento entender o porque...




Subject: Ainda tento entender o porque
Date: Thu, 30 Dec 2010 23:00:39
From: Angel Quadros
To: Hannah Montez
 

Quando eu te olhei pela primeira vez, sabia que lá estava minha felicidade, então abri mão de tudo e corri atrás desse inconstante sonho. E sei que fui mais um louco e precipitado apaixonado, mas eis o grande lance da paixão!

Ser mais um cego no mundo, me fez cair em um lamaçal de desilusões em meio aos meus sonhos, abrindo mão de valores que semeei em toda vida por alguém que na verdade não merecia nem minha atenção!

Não é fácil ver e crer que aquilo que parecia real, na verdade é só mais uma ilusão criada por alguém sem escrúpulos, alguém que só procura seu próprio benefício, não se importando com o que acontecerá com o infeliz apaixonado.

Sabe lá Deus quantas noites de sono eu perdi preocupado com você, sem nenhuma noticia. Cada vez que meu telefone tocava, meu coração disparava esperando que fosse você. Ao abrir meu e-mail, sempre esperei um suspiro de vida seu em cada atualização de mensagens!

Não lhe livrarei de sua grande margem de culpa Srtª Hannah Montez, pois não há perdão para o que fez, e se acha que lhe odeio por isso, tenha certeza que não! Isso me tornou mais forte, e agora não cairei no mesmo conto do vigário!

Sei que essas palavras iram pesar em sua consciência, e por mais que tente parecer que tudo esta bem, sei que não estará. Prova disso que me evita o tempo todo! Mais chegará a hora em que precisará de mim e eu lhe estenderei a mão, pois não guardarei magoas em meu coração e não morrerei por alguém como você!

Agora, sabe lá Deus a dor que sinto, pois parece não ter fim. Meu universo se desfez com um simples bater de asas.

(Foto por: Isis Gomes)


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu não sei como será meu futuro, mas sei que você não esta nele!



Ele disse a ela: Durante algum tempo criei sonhos e planos que lhe cabia em tudo, mas hoje ao acordar e ver com meus próprios olhos o nascer do sol, pude perceber que o meu mundo é muito mais amplo sem você. Agora sim posso gritar “I’m  alive... i’m free... i’m freedon... i feel good... i very feel good!”, sinto-me dentro de uma canção harmonicamente perfeita por conta disso.

Sei que hoje tudo o que vivemos juntos não faz a menor diferença, mas quando estiver sozinha à noite em seu quarto, olhando para o teto e escutando os pingos de chuva que caem lá fora, e se sentindo sozinha e frágil, lembrará de tudo o que eu te disse, de todos os afagos, do quanto eu te apoiei, o quanto eu te amei, e sentirá falta, perceberá o quão egoísta você é, e o quão infantil você foi ao ir embora sem nenhuma explicação.

Talvez as alianças de cristal que um dia uniram esse amor, tenham sido quebradas por mentiras enviadas por sedex, talvez o mundo que você me fez crer que era real, era apenas um cheque sem fundos descontado pela sua ignorância ao achar que suas fantasias (mentiras) não iriam ser notadas por alguém. Chegará um certo momento da vida em que seu espelho de bolso não refletira mas o mundo em que você vive, e estará farta de fantasias e sedenta de realidade.

Imploro a Deus para que nada de ruim aconteça com você, pois no mundo dos homens, a lei que rege é a do mais forte. O sistema impõe que seja olho por olho e dente por dente, que cada um desembainhe sua espada e faça o melhor possível para se manter vivo com integridade.

Sabe, viver não é difícil, o mundo real não é cruel. São as pessoas que dificultam tudo com suas decisões e atitudes. Desejo-lhe muito amor e paz, e que a vida seja tão justa, a ponto de fazer você sentir na pele o que fez aos outros.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Você me ajustou no lugar que me torna um invasor



Eu queria poder dizer que eu te amo, mas de nada adiantaria, pois em seus ouvidos soariam outros sons.

Eu queria poder mostrar o quanto eu te amo, mas perderia meu tempo, pois seus olhos já não brilham mais para mim.

Eu queria poder fazer você sentir 1/3 do meu amor, mas ainda sim você me trataria como um desconhecido, pois, por mais que eu te ame, por mais que eu demonstre, por mais que faça de tudo pra ser notado, eu sempre serei só um amigo.

Por mais que eu dissemine toda uma vibe de amores por você, sempre serei um estranho em seu caminho. E quando então finalmente entender o que eu quis te dizer todo esse tempo, será tarde demais, pois os sentimentos são como estações, duradouras e marcantes, mas quando se vai... ai, só restará às lembranças da estação passada.

Seja ela primavera, verão, outono ou inverno, do passado é melhor restar só às lembranças para livrar-se de um presente de dor ou um futuro de magoas. Pois só quem realmente amou, sabe a dor de uma frustração sentimental. Seja amor platônico, paixão ou até mesmo o tal “amor verdadeiro”.

Inevitavelmente será frustrante ao se deparar com a realidade apresentada, mais na verdade, eu só queria que você soubesse que eu te amo!


(Titulo do post é um trecho da musica: Faça alguma coisa - Gram)