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sábado, 23 de novembro de 2013

Uma carta para você




Paris, 21 de setembro de 1986


Querida Juliette,


Eu tentei dizer-lhe o quanto és importante, mas as palavras não saíram. Então usei versos harmônicos, mas na hora “H”, nada soou harmônico. Comparei-lhe com a as sete maravilhas do mundo, mas pareceu tão brega a comparação, que permiti que o silêncio vibrasse entre nós.
Eu não soube explicar a sua perfeição. Apesar de não existir perfeição, mas a simplicidade de seus atos lhe torna perfeita. (eis a contradição)

Um sorriso majestoso, em um dia cinzento; Um passo rodopiante enquanto o carro passa com o som alto; A forma como mexe os olhos, quando toma sorvete; A eletricidade que doce lhe causa; A segurança que passa com um só abraço; O tom da sua voz; A sua juba, após acordar; A forma como um afago (por mais simples que seja) lhe relaxa, mesmo depois de um duro dia de trabalho.

Lhe quero todas as manhãs, todas as tardes e noites, de verão a verão, até que o ciclo da vida nos leve com o vento. Não importa se de segunda à sexta, terei que levar e buscar o Pietro na escola, e se todas as terças e quintas a noite, eu tenha que me virar para buscar a pequena Sophie no ballet. Não me importo de ter um cachorro chamado Beethowen e uma gatinha chamada Mary.

Com você quero apenas gozar de bons ventos e lindos fins de tarde, em uma cabana a beira mar no Hawai, com nossos filhos e animais. Quero que amor não seja o único laço que nos une. Pois somos amigos, parceiros de batalha, marido e mulher. Quero poder reconquista-la todos os dias e ama-la todas as horas.

Com amor, Scot.


P.S.: Quando você estiver terminando de ler esta carta, olhe para o nosso jardin. Terminei  de pintar a cerca que você pediu. 



sábado, 16 de novembro de 2013

Por um pouco de sanidade e silêncio



Quanto ao meu amor, calo-me.
Calo-me para não criar esperanças,
Calo-me para não frustrar minhas poucas lembranças,
Calo-me para ouvir o que o vento tem a me dizer,
Calo-me, pois talvez assim eu possa te esquecer.

Quanto às dores, calo-me para não expor minhas mágoas,
Calo-me para que essa dor seja liberta por minhas lagrimas,
Calo-me para que suas fotos continuem guardadas no fundo da gaveta,
Calo-me então para buscar respostas no universo com minha luneta.

Quanto as lembranças, calo-me a todo instante.
Calo-me quando seu cheiro de doce com gordura saturada vem,
Calo-me quando escuto aquela musica que nos fazia tão bem,
Calo-me sobre tudo que vem de ti.


E assim permanecerei em silêncio para não admitir que sempre amarei você!


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Devaneio sujo de tinta



 "E mais uma noite se vai, repleta de vazios e esperanças frustradas"

Ao seu lado está alguém que talvez nem te mereça, alguém que não te valoriza nem como pessoa e nem como mulher. Eu sei que não me cabe julgar ninguém. Afinal, quem sou eu nessa história? Um amigo, um conhecido ou alguém que o tempo levará como poeira ao vento?

Devo admitir que a cada dia que passa, tenho mais convicção de que no final dessa historia nós vamos seguir caminhos opostos, como você mesma falou. Talvez eu siga meu sonho californiano e você vá para algum lugar no mundo onde você possa se isolar em seu universo paralelo.

Varias coisas que foram ditas, foram erros. E se desculpar não fará voltar o tempo. Mas além de palavras ditas, existem as omitidas, e as atitudes infantis que deixei passar para não te magoar.

Agora me pergunto se vale mesmo a pena segui adiante com esse louco delírio inconstante. Pois o tempo não espera por ninguém, os rios sempre evaporaram e as ondas sempre quebram. Por algum tempo achei que em você eu tinha encontrado minha paz, um ponto de equilíbrio em meio ao meu rotineiro caos. Mas nada passou de um mero devaneio sujo de tinta, assim como toda história mal escrita.



sábado, 12 de outubro de 2013

Volúpia parisiense



Se eu fechar os olhos, consigo lembrar perfeitamente daquela manhã de domingo. Eu não dormir, passei a noite toda admirando tamanha perfeição a minha frente. E gradativamente o dia ia se fazendo presente. A Luz entrava pelas brechas da cortina improvisada, e iluminava aquela macia pele alva. Em tons de escuro, via a perfeição em curvas, como se fosse uma pintura renascentista.

Suas mãos seguravam a minha mão esquerda e em alguns momentos recebia leves apertos. Creio que o sonho estava bom, pois seu semblante emana um sorriso mágico. Seus cabelos castanhos escuros levemente ondulados voam suave com o vento do ventilador.

Seu cheiro exalava em todo o quarto. Um cheiro de bosque na primavera, onde eu conseguia imaginar as borboletas e pássaros no campo, uma cerejeira centenária com um píneo amarrado logo há baixo de seu galho mais forte. Seus pés se entrelaçavam aos meus, seu corpo colava-se ao meu.

Algumas horas se passaram e eu continuei ali apenas aproveitando cada instante, olhando atentamente cada gesto do corpo daquela fantástica obra de arte. Até ela abrir os olhos, e mostrar-me o quão o castanho dos seus olhos escuros era claro.  Seus longos cílios curvos davam um charme a mais ao seu olhar.

Ela estava sem maquiagem, com o semblante de sono e cabelos bagunçados. Mas nada chegaria aos pés de tamanha beleza. Um olhar puro e sedutor e sua voz suave quebrando o silêncio.

-Que horas são essas? – Perguntou ela
-Eu não faço ideia, mas sei que o sol está brilhando lá fora. – Respondi a ela

Então ela sorriu e eu disse que ela poderia dormir mais um pouco enquanto preparava algo para comermos.

E assim aconteceu. Fui para a cozinha e preparei o que dava para preparar. Não foi nada muito romântico e/ou inesquecível. Era algo simples. Se não me falha a memória, eram torradas bronzeadas com geleia de amora e suco de uma fruta típica da cidade onde estávamos. Servi o desjejum na cama com medo de não agrada-la, mas ela não se importou e comeu sem falar muito. No final ela disse que estava muito bom e agradeceu.

Passamos o dia conversando e sorrindo. E juro que aquele dia estava tão perfeito que eu não queria que terminasse. Mas era inevitável do fim chegar.
Quando o relógio acusou 19:20, ela disse que teria que ir. Pois morava muito longe de onde estávamos.  Por mais que eu quisesse que ela ficasse, não insisti.

Acompanhei-a até o ponto de ônibus e ficamos conversando coisas aleatórias, e várias vezes o silencio se fez presente naquele momento. Parecia que nem ela e nem eu queria que aquele momento acabasse. Mas mesmo assim nenhum de nós falou nada.
Quando o ônibus que ela pegaria se aproximou, eu a abracei forte, e segurei suas mãos. E baixinho sussurrei em seu ouvido.


-Obrigado pelo dia fantástico!
-Eu é que agradeço. A propósito, eu moro no em Pigalle, todo mundo me conhece lá. Pergunte por Colombina e rápido me encontrará. Será ótimo ter mais dias como esse em minha vida. – Ela retrucou.
- Sim, procurarei. Será uma honra dividir mais dias perfeitos ao seu lado.

E assim sigo meus dias, com lembranças de uma volúpia vivida em Paris. Estranho seria ir a Paris e não viver uma grande paixão.





quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pensamentos para o catador de cinzas



Como todo escritor, tenho como meu fiel escudeiro um cinzeiro. Nada muito especial. Ele esta velho, arranhado, com cheiro de cigarros de anos e anos. Mas apesar do fardo pesado que ele carrega, não tenho do que reclamar dos vários anos de lealdade.

Em cada conto, cada poema, cada pensamento e musica, ele estava ao meu lado. Aparando as cinzas da minha alma. Fazendo o seu papel misterioso e calado de coletor de restos carburados pela solidão e falsas volúpias.

 Nele, foi depositado muitas amarguras. No entanto sorrisos de esperança e felicidade são recordados com saudade ao pensar em troca-lo. Mas tudo tem um fim. É triste, mas são fatos da vida. O fim está próximo, e quando menos esperamos “bumm” era uma vez.

É estranho pensar em se desfazer de algo que fez parte de seu dia-a-dia por anos, mas a regra dita como acontece o jogo. E essa regra é bem clara “começo, meio e fim”. Não adianta espernear, chorar, e/ou culpar o universo por tamanha injustiça. Pois de regra geral, sempre foi e sempre será assim.

O valor de tudo é dado todos os dias. Mesmo nos dias difíceis. Já que em dias de sol julga-se que não damos o devido valor a nada. Hora estamos leves e seguros de uma incerta certeza de pura ilusão. Hora estamos acordados e tentamos estar anestesiados, para não se deparar com o caos da realidade dos dias.

E agora olho para meu leal escudeiro de anos e penso em questões que nem mesmo os sábios poderiam me explicar. Minha mente acaba tornando-se um cenário de guerra de pensamentos. E tudo isso por conta de um leal cinzeiro. 




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Paranoid Android




Nem todos os cigarros do mundo acalmariam meu "estado de espírito" nesse minuto. Tão pouco nem um tipo de antidepressivo pode acalmar meu corpo sedento de felicidade. Já que é meio difícil descrever a dor que se alojou em meu ser, a falta de cor do meu universo e o silêncio mórbido de meus dias. Pois tudo o que toco é frio, cinza e morto.

Minhas engrenagens estão desgastadas e enferrujadas, meu corpo de zinco mais parece ferro velho. E o coração? Que coração? Onde já se viu um androide com coração? Tudo que tenho são fios, cabos, chips e placas. Meus sentimentos se resumem a comandos cibernéticos, onde apenas obedeço a minha programação sistematizada em serie, e absolutamente nada me arrancaria uma lágrima do meu tão precioso fluído. Nem amores, nem pessoas, nem sentimentos, nem nada.

Quem sabe esse silêncio que ecoa em mim seja um breve exemplo do que sou para o mundo. Quem sabe eu sou apenas uma pilha de ferro retorcido ambulante, como dizem por ai. Quem sabe tudo que fiz pra ser alguém normal não serviu para exatamente nada.





domingo, 11 de novembro de 2012

Breve analise de um coração calado





Você só precisa pedir.
Pedir que eu lhe traga bolinhos com chá no fim de tarde.
Pedir que eu carregue as sacolas quando voltarmos do supermercado.
Pedir que eu lave as louças e bote as crianças pra dormir as 20hs.
Pedir para que eu não grite em cada gol do Flamengo nas quartas à noite.

Você só precisa me olhar.
Me olhar de canto de olho, pra saber que algo esta errado.
Me olhar com olhos baixos, pra saber que estas triste.
Me olhar com ar de doçura, pra saber que estas segura.
Me olhar daquele jeito, pra saber que tudo que você não me falar é sobre amor.

Você só precisa estar ao meu lado.
Estar ao meu lado, para horas virarem segundos.
Estar ao meu lado, para segurar minha mão forte durante uma musica.
Estar ao meu lado, para me abraçar e dizer “Eu estou aqui, vai ficar tudo bem”.

Você só não precisa me pedir amor, pois todo meu amor é seu.
Você não precisa me olhar com medo, pois estará sempre segura no meu peito.
Você não precisa estar sempre ao meu lado, pois sei que mesmo distante tudo que sinto é recíproco!



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

JB Park Flâneur (Part. 1)



“Um dia só pra diversão e sorrisos” é o que esperei todo esse tempo. Mas não pude fazer antes, pois não era feliz o suficiente pra isso. Mas ai chegou o melhor parque de diversões do mundo, popularmente conhecido como JB Park.  Cujo slongan é “Onde tudo é possível e ser feliz é a única e principal regra”.

Me arrumei todo, pus o meu perfume preferido de cedro e fui atrás da minha felicidade.

No meio do caminho conheci a Flâneur -Não sei se esse era realmente o seu nome, mas achei fascinante- Ela era linda, sorriso majestoso, expressões fortes, mãos compridas e um olhar magnânimo.
Pegamos o mesmo coletivo no terminal, e descobri que ela estava indo para o mesmo lugar que eu . Para muitos poderia ser só uma coincidência do destino, mas para mim, uma força maior tinha predestinado tudo aquilo.

Puxei da mochila minha Olympus Pen para registrar cada momento, e então descobri que ela amava fotografia e arte em geral. –Era tudo tão ao extremo que eu deixei todas as mascaras de lado e fui apenas eu- Ela é desenhista de moda e nas horas vagas via ao cinema de cultura da cidade, ama animais e musica alternativa experimental.

Ao chegar ao parque de diversões, fomos andando e explorando o lugar, e entre sorrisos e conversas, senti borboletas no estomago.  Comentei com ela que eu estava me sentido super bem com a companhia dela. Ela apenas sorriu timidamente e continuamos a andar. Fomos em todos os cantos do parque e as horas passavam tão rápido que cheguei a sentir raiva do tempo.

"Em certa hora meu coração faltou sacar de meu peito e até cogitei estar apaixonado repentinamente! Vai entender esse tal coração." (Risos)
Convidei-a para ir à roda gigante, pois o sol estava se pondo e eu queria tornar tudo aqui mais mágico possível. Ao chegar no ponto mais alto, o brinquedo parou e por um impulso a beijei.

Tenho certeza que o mundo parou naquela hora! Parecia um filme, ou conto de livros de poesia.  Um beijo calmo como a brisa que passava por nós que durou tempo suficiente para ser lembrado pela eternidade.

Nessa hora o por do sol era apenas um detalhe eternizar esse momento. Então abrimos os olhos e ela segurou minha mão forte e disse “Aprendi com o tempo que enquanto não for a hora do ponto final, a história vai continuar acontecendo”. Olhei no olhos dela e retruquei.
“Você e seu olhar flâneur, que me analisa como um todo, de forma real e descritiva. Fico me perguntando se estou tão perto assim da teoria inexistente de perfeição.”

Ela me beijou no canto da boca e susurrou baixinho “tenho que ir, nos encontramos a qualquer hora entre as vírgulas e pontos contínuos. Tenha certeza que em meu silencio você nunca terá um ponto final.



(Texto com paráfrase da Blogueira   )


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tons de cinza





"Eu amo você! 
Mesmo com vazios, com silêncios, com segredos, com afagos tímidos
Mas mesmo assim, amo você!
Mesmo sabendo que eu estou fazendo tudo errado,
e que sem você ao meu lado nada será tão feliz e colorido." 







terça-feira, 29 de maio de 2012

O roteiro do quarto 14 (Part. 1)





Nossa historia começou assim, meio que por acidente, mas foi assim. Entre uma linha e outra, um blog aqui e outro lá, você descobriu este humilde blog lotado de devaneios e casos e acasos de uma súbita paixão entre Pierrot e Colombina.

O roteirista quis que fosse assim, pois assim ele escreveu...

Você no meio de uma aula chata, lendo blogs para passar o tempo, se depara com uma Page estranha e começa a ler.  E em cada vírgula, cada palavra, cada estrofe, você foi fazendo parte de cada conto descrito em pages decodificadas em HTML. Normalmente o leitor só ler uma ou duas páginas, mas você leu tudo. E como se não bastasse não se contentou só em comentar o texto.  Teve que procurar-me em outras redes sociais.

Enfim me encontrou e de um simples inbox, trocamos e-mails, mensagens diretas e coisas do tipo. Era tudo meio que surreal, pois parecia historias de contos de fada, que logo viraria a ser real. Pois ali estava o amor de Pierrot em carne e osso. Só que a alguns quilômetros de distância.

Não me contentei em só falar ao telefone, em só trocar sms e mensagens via msn. Eu queria aquilo tudo para mim, e tornar-lhe tão real quanto o amor de Caio Fernando Abreu em suas crônicas. E peguei o primeiro voo para sua cidade. Quando cheguei, você não acreditou. E pela manhã lá estava você, batendo na porta do quarto 14 as 10:00 horas da manhã.

Quando te vi, senti meu coração batucar como se fosse um solo de bateria cheio de contratempos e compassos acelerados. E você disse “oi” (e atrás de você tinha a garota mais louca do mundo, com um sorriso gigantesco.). Juro por Deus que apartir daquele momento, eu não queria mais sair da sua vida.

Nessa minha breve ida a sua cidade, vivi dias de sol, como se eu estivesse em um roteiro de um filme onde não há “bad trips”, nem vilões para nos separar. Pois lá, eu fui verdadeiramente feliz, e agora lembro com saudades da minha felicidade. Lembro com saudade do nosso roteiro de verão.

E assim segue o roteiro que nunca teve um fim, com saudades, com lembranças de uma aventura, com amor.


"O segredo do amor de Pierrot, se resume em um só nome. Colombina!"



(Estou meio sem tempo pra postar os textos que escrevo. Não gosto de fazer imperfeições. Mas sempre que possível, passarei aqui para postar algo!)



domingo, 13 de novembro de 2011

O eco do silêncio




Essa não é mais uma carta de amor que escrevo. Na verdade, posso dizer que isso é um desabafo de alguém que ama solitariamente. Alguém que ouve, mas que jamais poderá ser ouvido...
    
Em meus passos lentos e frágeis, tentei trazer você para minha realidade. Com minhas palavras, tentei falar que era você que eu sempre quis por perto. Com minhas mãos tentei puxar-lhe para meu lugar, mas nossos mundos distintos e de diferentes realidades não deixaram que em você eu depositasse aquilo que guardei de melhor.

Com minhas simples palavras, tento chegar aos seus olhos. Tento trazer-lhe para meu presente. Mais que presente este que o destino me reservou? Um amor pelo qual não sei se posso arriscar, ou melhor, se devo arriscar? Por que luto por algo que entre linhas aprendi se na teoria tudo é mais pratico e fácil? Mais o amor (êita amor), palavrinha de quatro letras que não se encaixa em nenhuma regra além da gramatical. Difícil de por em prática, seja por uma simples amizade ou algo mais afetivo. Difícil de lidar, difícil de viver, difícil se livrar... Difícil de esquecer.

Não sei como lhe direi que de você eu só quero amor. Pode ser que eu pinte os pássaros com sua cor preferida, e ponha seu perfume em todas as flores de seu trajeto, ou talvez possa, quem sabe, até espalhar banners pela cidade toda com palavras de afeto, assinadas pelo apelido que só você sabe. Não sei o que fazer. Talvez, talvez a resposta disso tudo esteja em seu reflexo que olho na janela, pois nessa hora crio coragem de gritar para o mundo, que todo esse carnaval de sentimentos que em meu peito batuca é puro e verdadeiro, e que esse sentimento é único e é exclusivamente seu. Paro e penso, e na dúvida que me mata aos poucos, tudo se cala em mim. Emudeço, talvez assim, você perceba que o que eu sempre quis dizer é “Eu te amo”.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma simples declaração de nervosismo



Eu demorei alguns vários anos para admitir que te amo, e ainda não é fácil te falar isso.
Tento com todas as minhas forças, mas na hora “H” travo. É um nervoso inconstante que causa sensações estranhas. Minhas mãos parecem cachoeiras e meu corpo fica tremulo, ah, como é difícil dizer o que eu sinto por você.

Talvez isso nem seja amor, mas se isso não é amor, o que mais pode ser? Talvez seja uma ilusão inconstante, ou quem sabe sentimentos confusos, ou é amor mesmo? Quisera eu ter coragem de admitir isso pra você e dar um basta nessa dúvida cruel que minha timidez alimenta durante todo esse tempo.

“Para o tempo, não importa o minuto que passa e sim o que vem”, já dizia Machado de Assim, e é com esse pensamento que cheguei à conclusão que as folhas que caem no outono são como as várias partes de mim tentando dizer-te algo que sempre quis.

Agora você deve esta pensando que nada nessa “carta” faz sentido, mas isso tudo são pensamentos soltos, traduzidos em palavras, tentando com que você entenda o que nem eu entendo!

Só hoje vou ter coragem de declarar-me, e ter um ultimo suspiro de esperanças. Quem sabe amanhã estaremos andando em uma praça de mãos dadas, ou deitados em um parque olhando o vento moldar as nuvens no céu, quem sabe daqui a alguns anos estaremos casados?

Sonhar...  Sonhar... Não custa nada sonhar!

Resumindo tudo isso, pois eu falei, falei, e não disse nada!

EU TE AMO! (L)

Att: Seu fiel amigo



[Querido(a) leitor(a), perdoem-me por parafrasear tanto nesse texo, não foi intencional, só percebi quando analisei o texto novamente. Referencias não intencionais: Musicas de Jota Quest]

[Bia e Thalita, voltei a ativa, pelo menos uma vez na semana postarei aqui no blog]

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Meu mundo de Sophia



É estranho, gostar de alguém que nunca vi pessoalmente, é muito estranho sonhar com teu cheiro ao ver suas fotos, é muito mais estranho delirar com visões do vento batendo em seus cabelos e mostrando tamanha beleza de seu semblante, é mais estranho ainda querer-te só para mim quando nunca poderei tê-la.

Você apareceu em meu MSN misteriosamente, e quando ia apagar o seu contato por não saber quem era, optei por um súbito ato de brutal curiosidade falar com você, e mal sabia eu que ali estava à dona dos meus pensamentos, o meu suspiro de felicidade.

Como descobrir se amamos verdadeiramente aquilo que pouco conhecemos? Como ter certeza que não é só mais uma balada de amor? Na verdade, nunca saberei essas respostas até conhecer-la, até tocar sua pele, até sentir a brisa que traz seu cheiro bom de natureza.

Você me deu muito mais do que palavras, você me fez sentir exatamente o que eu precisava, e por isso queria que soubesse que hoje declaro o fim desse Amor Platônico. Sim, amo você garota, todos os meus pensamentos são seus! Todas essas simples palavras são para você, e se isso não for amor, então o que será então? Paixão? Ilusão?

Fazer reggaes e baladinhas não terá sentido se você não estiver ao meu lado para ouvir, e no intuito dessa “balada do amor inabalável”, que declaro a você, o quanto te quero ao meu lado. O universo conspira para que isso não acabe nunca, para que eu possa fazê-la tão feliz quanto você me faz!

Talvez Renato Russo tenha razão quando escreveu o seguinte pensamento: “Quem um dia irá dizer, que não existe razão pras coisas feitas pelo coração?”

(Foto por: Higor Van Flur)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu não sei como será meu futuro, mas sei que você não esta nele!



Ele disse a ela: Durante algum tempo criei sonhos e planos que lhe cabia em tudo, mas hoje ao acordar e ver com meus próprios olhos o nascer do sol, pude perceber que o meu mundo é muito mais amplo sem você. Agora sim posso gritar “I’m  alive... i’m free... i’m freedon... i feel good... i very feel good!”, sinto-me dentro de uma canção harmonicamente perfeita por conta disso.

Sei que hoje tudo o que vivemos juntos não faz a menor diferença, mas quando estiver sozinha à noite em seu quarto, olhando para o teto e escutando os pingos de chuva que caem lá fora, e se sentindo sozinha e frágil, lembrará de tudo o que eu te disse, de todos os afagos, do quanto eu te apoiei, o quanto eu te amei, e sentirá falta, perceberá o quão egoísta você é, e o quão infantil você foi ao ir embora sem nenhuma explicação.

Talvez as alianças de cristal que um dia uniram esse amor, tenham sido quebradas por mentiras enviadas por sedex, talvez o mundo que você me fez crer que era real, era apenas um cheque sem fundos descontado pela sua ignorância ao achar que suas fantasias (mentiras) não iriam ser notadas por alguém. Chegará um certo momento da vida em que seu espelho de bolso não refletira mas o mundo em que você vive, e estará farta de fantasias e sedenta de realidade.

Imploro a Deus para que nada de ruim aconteça com você, pois no mundo dos homens, a lei que rege é a do mais forte. O sistema impõe que seja olho por olho e dente por dente, que cada um desembainhe sua espada e faça o melhor possível para se manter vivo com integridade.

Sabe, viver não é difícil, o mundo real não é cruel. São as pessoas que dificultam tudo com suas decisões e atitudes. Desejo-lhe muito amor e paz, e que a vida seja tão justa, a ponto de fazer você sentir na pele o que fez aos outros.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Você me ajustou no lugar que me torna um invasor



Eu queria poder dizer que eu te amo, mas de nada adiantaria, pois em seus ouvidos soariam outros sons.

Eu queria poder mostrar o quanto eu te amo, mas perderia meu tempo, pois seus olhos já não brilham mais para mim.

Eu queria poder fazer você sentir 1/3 do meu amor, mas ainda sim você me trataria como um desconhecido, pois, por mais que eu te ame, por mais que eu demonstre, por mais que faça de tudo pra ser notado, eu sempre serei só um amigo.

Por mais que eu dissemine toda uma vibe de amores por você, sempre serei um estranho em seu caminho. E quando então finalmente entender o que eu quis te dizer todo esse tempo, será tarde demais, pois os sentimentos são como estações, duradouras e marcantes, mas quando se vai... ai, só restará às lembranças da estação passada.

Seja ela primavera, verão, outono ou inverno, do passado é melhor restar só às lembranças para livrar-se de um presente de dor ou um futuro de magoas. Pois só quem realmente amou, sabe a dor de uma frustração sentimental. Seja amor platônico, paixão ou até mesmo o tal “amor verdadeiro”.

Inevitavelmente será frustrante ao se deparar com a realidade apresentada, mais na verdade, eu só queria que você soubesse que eu te amo!


(Titulo do post é um trecho da musica: Faça alguma coisa - Gram)


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A deriva em meios aos meus pensamentos e sentimentos



Eu preciso de um reggae para que eu possa voltar a ser o que sou, preciso de uma melodia simples sem muitos propósitos para reencontrar a minha essência, e talvez eu precise reaprender a amar para poder me achar e depois me entender.

É muito difícil levantar após um grande tombo, é muito difícil acreditar quando tudo o que foi dito foram mentiras e palavras ao vento. Juro que tentei fazer valer a pena, juro que tentei fazer o mar não te engolir, mas ai está à teoria do cosmos, também conhecida como a lei do universo. E se caso você nunca realmente conheceu essa teoria, agora eu vos explicarei!

É uma lei básica, pois tudo o que você faz volta em 3 vezes para você, Tanto para o bem quanto para o mal. Segundo a filosofia de vida de uma grande amiga minha, essa lei é brutalmente resumida a reciprocidade da vida. É como se você cuspisse para cima, ou olhasse o seu reflexo em uma vitrine enquanto anda na rua!

Não existe reggae que fará tudo voltar ao “normal”, pois Deus nos deu o livre arbítrio, e você é responsável por todas as suas escolhas e atitudes. Sinto muito, realmente sinto muito por te deixar sozinho a deriva, mas isso é para o seu bem, e muito mais para o meu! Afinal, você não teve um mínimo de consideração ao destruir meu mundo, hora você me fortaleceu, e logo após me destruiu por completo.

E tudo o que tenho a dizer agora, é que sinto pena de você, e oro para que você seja feliz e a reciprocidade não seja tão cruel quanto foi comigo!


(09/04/2006 - Reflexão da existência de falsos conceitos perante a uma confiança que foi traída – Peça teatral da Escola São Francisco de Assim com os roteiristas Carlos Figueiredo, João Victor (Gautama), Gaspar Jr.)

[Responderei  os comentários dos meus 4 últimos posts antes de postar novamente! Ando meio sem cabeça pra comentar, e até os textos postados já tinham sido feitos, estavam só no ponto de postar mesmo!]


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sobre os meus próprios passos vou caminhar

Em um súbito e desesperado ato de amor, ele se dirige com seu violão para a casa de seu amor, ao chegar lá, ele fica logo abaixo de sua sacada e atira pequenas pedras em sua porta para que ela venha até a sacada. Como ela já deveria estar dormindo, pois já eram 23:45 pm, ele começou a tocar a musica que fizera no auge de sua paixão.

“Mil desculpas por ter despertado
Esse sentimento que talvez não existisse em mim
Foram abraços mal interpretados por meu coração
E no momento que hoje teve um fim.

A nossa história começou errada
Por olhares carentes e um sorriso que me cativou
Não consegui entender
Mas em meu coração tudo não passava de um grande amor.

Me deixa eu te amar pra sempre
Pois em meu coração já reservei até o seu lugar
Nossa amizade era tão diferente,
Mas carinho e abraços do que um simples amigo pode dar

Agora vive em meus pensamentos
Desde o dia e a hora que passei a conhecer você
Me entregue à chave do seu coração e me deixa entrar
Prometo nunca te fazer sofrer”


E, ouvindo aquela voz doce junto com aquelas notas suave, ela despertou e foi até a janela. Deparou-se com uma linda paisagem. Parecia que tudo aquilo fostes preparado somente para ela, naquela noite. O céu estava ofuscante, as inúmeras estrelas brilhavam alegremente e a lua.. Bem, a lua estava redondamente linda! Cheia de amor, doçura, ternura.

Embora seu coração tivesse em pedaços, ele a prometera que, se ela permitisse, costuraria com a linha mais linda do mundo, e com todo o cuidado aquele coração frágil. Ela sentiu-se lisonjeada e arriscando novamente ao amor, gostou da promessa.

Voltando-se para baixo da sacada de sua janela, lá estava ele: o promissor, o promitente, ele. Enfim, ele. Aquele que a deixara no ultimo encontro, com o coração pulsante na cabeça, aquele que fizera suas pernas trêmulas, aquele que deixara suas palavras presas. Aquele. Ele.
O deixou a observar, e ao vê-la parou imediatamente a música e a presenteou com um sorriso do tamanho do amor. E em seguida, ela correu e atirou-se ao seus braços. 

(Texto por: Victor Gautama e Renata Queiroz)


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Não fala nada, quando eu acabar irei desligar!



Um dia ela se viu sozinha, ao seu lado, só tinha um bom livro (que ela já havia lido dezenas de vezes) e um violão! Seus amigos estavam em outra vibe, enquanto ela se isolava cada vez mais.
Em uma tarde, olhando para o nada por sua janela, ela começou a cantarolar uma musica de alguma banda pop/altenativa desconhecida..

"Queria tanto ter coragem
pra te olhar nos olhos
e dizer tudo que eu sinto por você
quando fecho os olhos
sempre vejo teu sorriso
não sei mais o que fazer
parei, em frente a sua casa
caminhei ate o seu portão
chamei e fiquei esperando vc chegar
olhei você na minha frente
tinha tanta coisa pra dizer
mais uma vez me faltaram palavras
eu resolvi cantar o que eu não tive coragem pra dizer
espero que você possa me entender
so ao teu lado eu sei que posso ser feliz."

Quando ela acabou, seus olhos estavam marejados, seu corpo trêmulo.. ai então ela pensou "Porque me sinto assim? o que eu estou fazendo comigo? isso não é justo, ficar sozinha por uma mera ideologia egoísta!". Então ela pegou o telefone, ligou para aquele velho amigo que já nem dava mas tanta atenção e disse..

 "não fala nada, e quando eu acabar de falar o que tenho a dizer, desligarei... então la vai... eu sinto tua falta! Você foi a unica coisa que eu realmente me importei em toda minha vida, e hoje sem você minha vida já nem tem mas graça e nem cor, nem som, nem nada! Você era a trilha sonora de minh'alma, você era a revistinha de colorir e o dom de escrever, você era a outra banda da xinela... e agora, aqui estou eu, sozinha!
Me perdoá se não fui uma boa amiga, me perdoá por te ligar mil vezes em um dia só pra falar besteiras, me perdoá por ter te amado tanto quanto eu ainda te amo!
Eu só queria te dizer agora, que eu realmente sinto tua falta, e sei que nada irá ser como antes! Espero que quando passar pela rua e me olhar, não atravessará para o outro lado e fingirá não ter me visto.
Espero um dia poder contar para meus filhos o quanto você foi especial para mim!
Boa noite... two-two" 

Ao desligar, ela desabou em lágrimas, se sentiu um lixo, pois sabia que era culpada por tudo isso.. e agora o que lhe resta a fazer é curtir sua solidão literalmente sozinha!

[Letra da musica por: DK6]      [Foto por: Renata Durans]

domingo, 21 de novembro de 2010

Desejo





"Eu também te quero
Só que do meu jeito, confesso.
Meio confuso, meio incerto,
Mas com um brilho nos olhos
Um sorriso nos lábios,
E te desejando cada dia mais,
Mais e mais."







sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Devaneios reais!

Em minhas muitas noites de insônia e devaneios sem fim, pude perceber o quão necessito daquele amor, não é um amor qualquer, nem muito simples, nem muito complexo, é um “amor que não se pede, amor que não se mede, e que não se repete”, é AQUELE AMOR que te tira o ar, que te faz tremer, que faz as mãos suarem, que faz as palavras se enrolarem em meio aos vários pensamentos instantâneos, que faz as pernas temerem e os olhos marejarem.

Durante toda minha vida literária (10,11 anos) e durante toda minha vida musical (Desde sempre) busquei isso! O tal “amor verdadeiro”, e do nada, simplesmente do nada ele apareceu, como um fecho de luz que corta o céu durante uma madrugada sem luar no deserto. E agora que encontrei, não quero que as coisas voltem a ser como antes, lutarei por ele, irei além dos meus limites e quando finalmente conseguir conquistá-lo, GRITAREI EM ALTO E BOM SOM, para que a minha felicidade emane e contagie quem estiver por perto, para que a vibe positiva dos elementos se tornem recíprocas.

Por hora, posso garantir que “Nada vai me fazer desistir do amor, nada vai me fazer desistir de voltar todo dia pro seu calor, nada vai me levar do amor” ... E para concluir essa “ode ao amor”, faço das palavras de Mano Borges as minhas, “Eu te amo a cada respirar, cada dia, cada segundo, Eu te amo na noite de luar, meu amor quer gritar ao mundo, Como um canto que cobre o amanhecer, um encanto que atinge tudo, um vulcão esquecido por você e escondido lá no fundo de mim... é fácil de entender, difícil de explicar, mas tenho que dizer te amo”.

(Citações: Onde você mora – Nando Reis/Marisa monte; Que nem maré – Jorge Vercilo; É fácil de entender – Mano Borges) 
(Trilha sonora do dia: as três musicas citadas acima)